Pedra que no muro não encaixa,
coleciona lembranças preciosas
que vai guardando numa caixa
a espera de almas atenciosas.
Pedra que na água não afunda,
teme apenas a deslembrança
que desta água é oriunda
e que terá como herança.
Quer somente, sob vigília distante,
viver na linha azul da quietude,
em um lindo farol branco e radiante,
no aconchego invisível da solitude.