Sou pedra que no muro não encaixa.
Coleciono
memórias preciosas
que vou
guardando numa caixa
como legado
para leituras atenciosas.
Sou pedra
que na água não afunda.
Temo
apenas a deslembrança
que
desta água será oriunda
e que
receberei como justa herança.
Quero
apenas, sob a vigília de um barco distante,
viver na
paz do horizonte azul da quietude,
em um farol
lindo, branco e radiante,
no
aconchego invisível da solitude.